segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

QUAL O SENTIDO DA VIDA? ESTUDO 01 NO BREVE CATECISMO


QUAL O SENTIDO DA VIDA?
ESTUDO 01 NO BREVE CATECISMO

                Este documento demonstra o que cremos que as Escrituras ensinam, e serve de manual para a doutri-nação e crescimento de crianças, jovens e adultos. A primeira parte diz o que devemos crer a respeito de Deus, e a segunda, o que devemos fazer.

Pergunta 1: Qual é o fim principal do homem?
R: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

Os seguintes textos apoiam essa verdade:
Rm 11.36: Todas as coisas existem para Deus.
1Co 10.31: É nosso dever glorificar a Deus em tudo.
Sl 73.25-26: Deus nos ensina como glorifica-lo e também que devemos nos alegrar n’Ele para sempre.
Jo 17.21-24: Nosso supremo destino é gozar a Deus em glória.
Outros: Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21 e 61.3.

Comentário:

1 – O que significa “fim” nessa pergunta?
Significa o propósito para o qual algo existe.

2 – A teoria da evolução concorda com isso?
Não, porque afirma que a humanidade evoluiu de um ancestral primitivo por pura obra do acaso. Assim, ensina que não existe nenhum propósito para a vida humana que esteja além ou fora de nós mesmos.

3 – Qual é o erro da seguinte afirmação, que é a base da vida de muitas pessoas na nossa época: “O fim principal do homem é buscar a felicidade”?
Essa ideia vem de filosofias como o evolucionismo, ou seja, afirma que o propósito da vida humana está dentro dela mesma e voltado para ela mesma; ensina que não há propósito além ou fora de nós. Nossa sociedade, infelizmente, é dominada por esse conceito pagão anti-bíblico e não cristão. Dizem eles: “o homem é a medida de todas as coisas”. Mas estão errados, porque Deus é a medida de todas as coisas.

4 – Porque o catecismo diz que “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” E não “O fim principal do homem é gozar em Deus e glorifica-lo para sempre”?
Porque a parte mais importante do propósito da vida humana é o glorificar a Deus, ao passo que o gozar (alegrar-se, ter felicidade), é subordinado ao glorificar a Deus. Devemos sempre colocar a maior ênfase no glorificar a Deus. Quem fizer isso, vai gozar a Deus em verdade, tanto aqui quanto no porvir. Mas quem pensa que pode gozar a Deus sem o glorificar corre o risco de pensar que Deus existe para o homem e não o contrário.

5 – Mas Deus não quer que sejamos felizes?
Sim. Mas o meio que Ele determinou para a nossa felicidade e gozo é através de glorificá-Lo. A felicidade, o gozo, a satisfação não  alcançaremos buscando-os diretamente. As pessoas fazem tudo para serem felizes; mas a tragédia é que se buscarem a felicidade nunca a terão. Mas se você buscar viver para a glória de Deus, o resultado será gozo no Senhor, aqui e por toda a eternidade. Só seremos felizes quando cumprirmos o propósito para o qual fomos criados.

6 – O que é glorificar a Deus?
Glorificar a Deus consiste de quatro atitudes que são nossas obrigações para com o reino dos céus:
(1) ApreciaçãoGlorificar a Deus é colocá-lo no lugar mais alto de nossos pensamentos e tê-lo em uma venerável estima: "tu, porém, Senhor, és o Altíssimo eternamente" (SI 92.8).
(2) Adoração: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade” (Sl 29.2).
(3) Afeição: Deus se considera glorificado quando é amado: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6.5).
(4) Sujeição: A sujeição acontece quando nos dedicamos a Deus e nos apresentamos prontos a servir. Glorificamos a Deus ao sermos devotados a Seu serviço: nossa mente estuda para servi-Lo, nossa língua clama por Seu serviço e nossas mãos assistem a Seus filhos.

7 – Porque devemos glorificar a Deus?
Porque Deus nos deu a vida; porque fez todas as coisas para a Sua glória; porque a Sua glória é valiosa e sublime (é o bem supremo); porque todas as nossas esperanças dependem d’Ele; porque todas as criaturas O glorificam (os céus, a terra, os anjos... Será que só nós, em toda a criação, não daremos glória a Deus?).

8 – Como podemos glorificar a Deus?
Deus é glorificado quando desejamos e buscamos somente a sua glória em tudo que fazemos; quando confessamos sinceramente nossos pecados; quando cremos em Sua salvação; quando somos zelosos da Sua glória como se nós sofrêssemos o ultraje quando ela é ultrajada; quando damos fruto no Seu Reino; quando nos contentamos com o estado em que a Sua providência nos colocou, não vivendo a reclamar, nos queixar e murmurar; quando desenvolvemos a nossa salvação; quando vivemos somente para Ele, porque uns vivem para o dinheiro, outros para a barriga, outros para o sexo, mas nós vivemos para Deus; quando andamos em alegria porque Deus é glorificado quando o mundo vê que o cristão tem algo em seu interior que pode fazê-lo alegre nos piores momentos; quando defendemos a Sua verdade contra os erros; quando louvamos o Seu nome; quando vivemos uma vida santificada; quando sofremos por amor a Ele e ao Seu Evangelho; quando trabalhamos para trazer mais pessoas a Ele.





Rev. Mauricio. Adaptado de Thomas Watson e Johannes G. Vos

CRIANDO FILHOS PARA A GLÓRIA DE DEUS



     Em Dt 6.5-9, Deus desafia aos pais; mas principalmente ao pai, como o cabeça e sacerdote do seu lar, a ensinar a Sua Palavra a seus filhos. 

Como se dá esse ensino? De várias formas, eis aqui três:

I – Os pais ensinam pelo exemplo (versos 5-6).
 “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração (NVI)
A primeira e mais importante coisa que os pais devem fazer é zelar para que eles mesmos tenham um relacionamento pessoal, fervoroso e íntimo com o Senhor. Nada será mais impactante na vida dos filhos do que ver em primeira mão, na vida dos seus pais um profundo amor e devoção a Jesus e à Palavra de Cristo. Que a sua luz brilhe diante de seus filhos. Vocês são pastores: o seu templo é o seu lar; seus filhos e esposa, a sua congregação. Priorizem as coisas de Deus, seu Reino e justiça, e isso fará a diferença entre o céu e o inferno na vida de seus filhos.

II – Os pais ensinam com zelo (7-9).
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas (...). Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões.” (NVI)
                Às vezes eu me sinto desanimado ao ensinar à igreja. Por quê? Porque preciso ensinar as mesmas coisas milhares de vezes, e na maioria delas não parece que o povo de Deus está compreendendo e obedecendo à Palavra. Mas sei que Deus está agindo.
                Os pais tem uma missão igualmente difícil: ensinar com persistência, porque a criança não aprende (no sentido de interiorizar e obedecer) com facilidade.                Em Isaías 28.13, Deus diz que ensinará o Seu povo como quem ensina a uma criança: “preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali”. Percebeu como se se ensina a uma criança? Você repete sempre e de novo os mesmos preceitos e regras. Ensinar a Palavra aos filhos é, também, um trabalho árduo, é preciso abrir aquelas cabecinhas duras e enfiar a Palavra de Deus lá dentro. Nossos filhos não são anjinhos, como gostamos de dizer; são, em potencial, futuros filhos de Belial, homens ímpios e profanos, adúlteros, assassinos, viciados em drogas, pornografia ou álcool; blasfemos e perversos, escravos das piores paixões da alma, amantes do diabo e do mundo.  
Como evitar que essas criaturinhas a quem tanto amamos se tornem herdeiros do lago de fogo e enxofre? Mas, antes, que sejam santos de Deus? Ensinando a elas, persistentemente a Palavra. Precisamos entender que é nossa responsabilidade, não do pastor, nem dos presbíteros e diáconos ou do professor da EBD ensiná-los. Não te deixes vencer pelo mal que há nelas, mas vence-o com o bem. Ensinar com persistência é ensinar todos os dias, várias vezes ao dia, de todas as formas possíveis.

III – Os pais ensinam por meio da disciplina (Ef 6.4)
“Vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.”
                Efésios 6.4 trata também sobre esse ensino persistente de Dt 6. Duas palavras se destacam aqui:
1 – disciplina: educação por meio de normas e regras, recompensas e, se necessário for, castigos.
2 – admoestação: educar eficazmente por meio da palavra falada, seja de ensino, advertência ou estímulo. Ao contrário do que se pode supor, a admoestação não é mais branda do que a disciplina; porque ela precisa ser intensa, e não apenas uma suave observa-ção do tipo: “Ai, ai,ai, não faça isso que Papai do céu não gosta”. Lembre-se do erro de Eli: não admoestar os filhos (1Sm 3.13).
Educar filhos não é fácil mesmo; e, para complicar ainda mais a situação, vivemos numa geração de pais fracos, que sempre decidem pelo caminho mais fácil: deixar que os filhos os vençam pelo cansaço. E é assim quando os filhos fazem pirraça e chantagem; é assim quando eles insistem em fazer o que querem, e insistem no erro: pais fracos se deixam vencer por essas coisas; e as crianças percebem as fraquezas dos pais e as exploram, como filhos de Adão, caídos em pecado, que elas são.
                Pais sábios, que querem a salvação das almas de seus filhos, não desistem e não se deixam vencer por nenhuma criança de dois ou três anos, porque sabem que se aos 4 ou 5 anos a criança manda, o que será quando tiver 15?
“A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Pv 22.15)
                Peça a graça e a ajuda de Deus. Faça o culto doméstico todos os dias. Leia bons livros para seus filhos, como o Peregrino de John Bunyan ou Um Guia Seguro Para o Céu, de J Alleine. E também conte comigo. Que tal, se você ensinar o Breve Catecismo aos seus filhos aos domingos? A cada semana, vou por um estudo sobre o catecismo no blog para ajuda-lo nessa nobre missão.
                Se você não tem filhos, fica o desafio de estudar o catecismo aos domingos para crescimento pessoal.

Rev. Maurício.

sábado, 26 de novembro de 2016

O Conteúdo do Louvor 2: A Esperança da Volta de Jesus



Para líderes de louvor das igrejas segue a continuação da série sobre o conteúdo do louvor. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Conteúdo do Louvor: Cristo e Sua Obra Redentora




Para líderes de louvor das igrejas começo a publicar essa série sobre o conteúdo do louvor. Hoje falamos sobre a centralidade da Cruz na adoração.

sábado, 2 de abril de 2016

Estudos na Confissão de Fé de Westminster - IV



Este é o quarto vídeo da série.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Estudos na Confissão de Fé de Westminster - III



Este é o terceiro vídeo da série.

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