sábado, 17 de setembro de 2011

Porque a "Bíblia Católica" possui mais livros do que a "Protestante"?

     A charge acima foi retirada de um site católico e afirma que Lutero e os reformadores simplesmente arrancaram páginas da Bíblia ao acaso. Isso é, de fato, o que muitos católicos pensam, mas, como os cristãos de Beréia faziam (Atos 17.11), também precisamos perguntar: será que as coisas são mesmo assim?

     Em meio a tantos livros escritos, como a Igreja Cristã selecionava quais livros eram de fato inspirados por Deus? 

     Para que um livro fosse aceito como parte da Escritura, um livro inspirado por Deus, fazia-se um exame das evidencias que revelam que ele foi escrito por um profeta (no caso do Antigo Testamento), apóstolo ou alguém debaixo da autoridade apostólica (no caso do Novo Testamento - a partir deste ponto usaremos a sigla NT e AT), além de confrontar seu conteúdo com o dos livros já aceitos, se ele os contradissesse não seria recebido.

     Os sete livros que a igreja católica possui a mais em sua Bíblia, Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, sabedoria, Baruque e Eclesiástico, além de alguns acréscimos no livro de Daniel e no livro de Ester, não são aceitos, pelos Protestantes ou Evangélicos, como livros bíblicos, inspirados por Deus, infalíveis e inerrantes; são, portanto, chamados de apócrifos (que quer dizer "oculto", "escondido", termo usado para se referir aos livros "duvidosos").

     Ressaltamos que a diferença está somente nestes sete livros, e que o restante da Bíblia, tanto do AT quanto todo o NT é absolutamente o mesmo na Católica e Protestante.

Várias são as razões para tal rejeição; as quais listamos abaixo em dois grandes grupos:

1ª Razão – evidências externas

     1 – Os judeus, que foram, nas palavras de Paulo, os guardiões dos Oráculos de Deus (cf. Romanos 3.2), só reconheciam, como o fazem até ao dia de hoje, os mesmos livros, que embora em ordem diferente, correspondem aos 39 que os protestantes reconhecem. Os judeus conheciam os apócrifos, mas os rejeitavam e não os aceitavam como inspirados por Deus. 

     Como prova da afirmação feita acima, citamos o maior historiador Judeu do primeiro século, Flávio Josefo (nascido no ano 37 depois de Cristo), que diz: “desde Artaxerxes [ou seja, desde o ano 423 antes de Cristo] até os nossos dias foi escrita uma história completa, mas não foi julgada digna de crédito igual ao dos registros mais antigos, devido à falta de sucessão exata dos profetas. A afirmação de Josefo é que em seus dias, e portanto nos dias em que Cristo esteve na terra, os Judeus não aceitavam quaisquer livros que tivessem sido escritos depois de 423 a.C., o último livro que eles reconheceram como bíblico era Malaquias (escrito em 435 a.C.). Vale lembrar que todos os livros que hoje chamamos de apócrifos foram escritos após esta data. Josefo, em sua obra, ainda enumera como Escrituras hebraicas os mesmos livros que adotamos; ele ainda diz: "Só temos 39 livros, os quais temos justa razão para crermos que são divinos". (Resposta a Ápio, livro I, 8).

     Filo, um mestre judeu alexandrino (20 a.C.- 40 d.C.), citava o AT abundantemente, utilizando quase todos os livros canônicos, mas nunca citou os apócrifos como inspirados.

    Os judeus realizaram um concílio no ano 90 A.D., que ficou conhecido como Concílio de Jâmnia, que referendou o AT com os 39 livros, não incluindo os apócrifos: "os estudiosos concordam que o concílio não determinou quais livros pertenciam ao Antigo Testamento. Ele confirmou oficialmente o que a maioria vinha reconhecendo a várias gerações. Em outras palavras, o concílio deu o endosso oficial a certos livros, apenas confirmando o que criam ter sido sempre verdade" (Descobrindo o AT, Cultura Cristã, pg 23).

     Que os judeus não aceitavam estes sete livros, é fato reconhecido mesmo pela Igreja Católica: Os judeus "só aceitam como inspirados o cânon hebraico de 39 livros. Eles rejeitam os sete livros tidos como deuterocanônicos." (Bíblia do Pontífice de Roma, pág. 6).

     Escritos dos rabinos daquela época, dizem que: “após a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel”; portanto, fica claro que os judeus não reconheciam, como não reconhecem até ao dia de hoje, os apócrifos, pois haviam sido escritos depois de Malaquias. Se a revelação do AT foi dada aos judeus, devemos crer que a estes também foi dada a percepção de quais livros eram ou não inspirados.

     2 – Jesus e os Apóstolos censuraram os judeus por sua desobediência às Escrituras do Antigo Testamento, mas nunca por não reconhecerem algum livro que deveria fazer parte delas. Esse silêncio de Jesus e dos Apóstolos demonstra que eles concordavam com os judeus quanto a este assunto.

     Jesus e os apóstolos, não apenas não entraram em conflito com os judeus sobre a extensão do AT, mas, em suas palavras e escritos, fizeram mais de 295 citações de quase todos os livros do AT, mas, nem uma vez, fizeram citações de qualquer um dos livros apócrifos. Porque Jesus e os apóstolos nunca citaram os apócrifos? A resposta é uma só: Porque eles não os reconheciam como fazendo parte da Bíblia. Além disso, Jesus cita as divisões abrangidas nas Escrituras judaicas: Lei, Profetas e Salmos, divisões que incluem apenas os 39 livros do AT (Lc 24.44; Jo 5.39); o mesmo fazem os apóstolos (2Tm 3.15-16).

     3 – A Igreja Primitiva, seguindo os passos dos judeus, de Jesus e dos Apóstolos, não reconheceu os livros apócrifos.

     A mais antiga lista cristã das Escrituras do Antigo Testamento, foi feita por Melito, bispo de Sardes, no ano 170 depois de Cristo; essa lista não inclui nenhum dos apócrifos. 
A versão síriaca (Peshita) da Bíblia, do século II d.C, não continha os apócrifos.

     Hilário de Poitiers (305-366 d.C.), da mesma forma, não reconheceia os apócrifos.

      Atanásio, bispo de Alexandria e grande líder da Igreja, no ano 367 d.C, listou, em sua Carta Pascal, os livros que faziam parte do AT e citou alguns dos apócrifos (Sabedoria, Judite e Tobias) com a observação de que não faziam parte da Escritura.

     Podemos citar, ainda, Jerônimo, que terminou no ano 404 d.C uma tradução da Bíblia para o Latim, conhecida como a Vulgata Latina. Esta tradução é até hoje aceita pela Igreja Católica. Jerônimo incluiu os livros apócrifos em sua tradução, mas disse expressamente que não deveriam ser aceitos como parte da Escritura; eram apenas livros úteis e proveitosos para os crentes. Ele diz: "Portanto, a Sabedoria (...) Judite e Tobias (...) não fazem parte do cânon (...).  a igreja lê Judite e Tobias e Macabeus mas não os recebe entre as Escrituras canônicas (...) [são] livros úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer doutrinas da Igreja." (Merece confiança o AT, G.L, Archer Jr. Edições Vida Nova, Pg 76).

     Parece que a única autoridade antiga que defendia que estes livros fossem incluídos no Canon foi Agostinho (e dois concílios regionais, com pouquíssimos representantes, dominados por ele). Mas o próprio Agostinho, apesar de defender a inclusão deles na Bíblia, não os considerava realmente canônicos (inspirados por Deus), como deixa claro em disputa com um antagonista que apelou para um texto de 2º Macabeus; Agostinho responde que “sua causa era deveras fraca se tivesse de recorrer a um livro que não era da mesma categoria daqueles que eram recebidos e aceitos pelos judeus (Merece confiança o AT, G.L, Archer Jr. Pg 79).


     O Concílio Geral de Calcedônia, em 451 DC, negou que estes livros fizessem parte do Canon.

     GREGÓRIO,O GRANDE, papa em 600 D.C., citando 1 Macabeus falou que não era um livro canônico.

     A própria Igreja católica reconhece que os grandes Pais da igreja, tais como Atanásio, Gregório, Hilário, Rufino e Jerônimo, adotaram o cânon dos 39 livros hebraicos, excluindo os apócrifos. (Bíblia do Pontífice de Roma, pág. 6).

     Portanto, fica claro que a Igreja dos primeiros séculos não reconhecia os livros apócrifos como parte da Escritura. E mesmo no século 16, são abundantes os exemplos de líderes católicos que rejeitavam os apócrifos:

     O cardeal Ximenis em sua Poliglota Complutense (1514-1517) afirma que os livros apócrifos não faziam parte do cânon.

     O cardeal Cajetan, que fez oposição ao reformador Martinho Lutero em 1518, publicou em 1532, uma lista dos livros do AT, que não incluia os apócrifos.

2ª Razão – evidências internas

     Além das evidências que já apresentamos para rejeitarmos totalmente os apócrifos, temos, ainda, as evidências dos próprios livros apócrifos, que são:

     1 – Falta de autoridade; os livros apócrifos não possuem a autoridade que os livros inspirados possuem. Os seus autores não falam com a autoridade de quem fala em nome de Deus.

     Este é o caso de Macabeus; que demonstra que quando o livro foi escrito já não havia nenhum profeta em Israel há muitos anos (1º Macabeus 9.27). Ora, o AT foi escrito pelos profetas, se não há profeta, também não há autoridade para se escrever como tal. No 2º livro dos Macabeus, o autor termina a sua narrativa pedindo desculpas por quaisquer erros que possam ser encontrados em seus escritos e que os mesmos podem ter ficado medíocres, e se justifica dizendo que não pode fazer nada melhor (2º Macabeus 15.37). Esta não é a postura de alguém que escreve inspirado por Deus, pois ele sabe que o que ele escreveu é a Palavra de Deus inerrante e infalível e tem a autoridade do próprio Deus falando; Deus que não pode errar nem mentir.

     2 – Erros: nos livros apócrifos encontramos erros históricos, cronológicos, geográficos e teológicos: 

     Judite 1.5 diz que Nabucodonosor foi rei de Nínive, quando na verdade foi rei de Babilônia; 

     Baruc diz que foi escrito por Baruc o cronista do profeta Jeremias, quando se sabe que é mentira, ele é de data muito posterior. 

     Baruc 6:2 diz que os judeus serviriam na Babilônia por sete gerações (o que daria 210 anos), enquanto Jeremias 25:11 nos diz que foram apenas 70 anos.

     Macabeus: Antíoco morre de três maneiras diferentes nos registros dos livros de Macabeus: 1 Macabeus 6:16; 2 Macabeus 1:16 e 9:28.

     2 Mac 15:40: diz que beber sempre água sem estar misturada com vinho é nocivo à saúde.

     Tobias... contém certos erros históricos e geográficos, tais como a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (1.15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomado por Nabucodonosor e por Assuero (14.15) em vez de Nabopolassar e por Ciáxares...

     Eclesiástico 12:4-7 diz que se deve negar o pão aos ímpios e não lhes fazer nenhum bem. Isto contradiz claramente Provérbios 25:21-22, que diz que devemos sim lhes dar pão e água (veja também Mateus 5:44-48).
     Eclesiástico ensina ainda:
     o trato cruel aos escravos – 33.28 e 30: “para o escravo malévolo a tortura e os grilhões”, “Se ele não te obedecer, submete-o com grilhões”; 42.5 diz que não se deve envergonhar de “golpear até sangrar as costas de um escravo ruim”;
    desprezo pela mulher - 25.17-36;
      incentiva o ódio aos samaritanos – 50.27 e 28: diz que abomina os samaritanos e que eles nem sequer devem ser vistos como um povo. Isto contraria todo o ensino e exemplo de Jesus no trato com os samaritanos.

     Tobias 12:9 e Eclesiástico 3:30 ensinam que dar esmola purifica do pecado. O apóstolo Pedro ensina claramente que dinheiro não compra o perdão: 1 Pedro 1:18-19

     Os erros destes livros provam que não são inspirados, pois Jesus disse que a Escritura não pode falhar (Jo 10.35).

     3 – Superstições: superstições são crendices populares que não possuem fundamento nem lógica; é o oposto de fé. No livro de Tobias encontramos o ensino de que se pode por em fuga os demônios queimando-se coração e fígado de peixe (Tobias 6.8 e 19).

     Resumindo podemos dizer que rejeitamos os apócrifos porque: (1) os judeus, Jesus e os Apóstolos, bem como a Igreja Primitiva rejeitaram tais livros. (2) esses livros contêm erros, superstições, contradições entre eles mesmos e os ensinos da Bíblia, e não possuem autoridade bíblica.

     Surge então a pergunta: Como estes livros foram parar na Bíblia Católica? A resposta é que a Igreja Católica Romana incluiu estes livros na Escritura em Abril de 1546, no Concílio de Trento. Ela fez isto apesar de todas as evidências em contrário, num ato de desobediência direta a Deus que proibiu-nos de acrescentar ou subtrair qualquer coisa à Escritura (Apocalipse 22.18-19).

     Por qual motivo a ICAR fez isto? A principal razão é que ela encontrou base nestes livros para defender certas doutrinas católicas que eram contestadas pelos protestantes: Ex: a oração pelos mortos defendida com base em 2 Macabeus 12.45-46.

     Outros apócrifos que faziam parte do mesmo conjunto e preenchiam os mesmos requisitos que estes sete foram rejeitados por contrariarem tais doutrinas: 2 Esdras foi rejeitado porque condenava as orações aos mortos (2 Esdras 7.105).

     Concluindo: Não foram os protestantes que retiraram livros da Bíblia (até porque quando aconteceu a Reforma em 1517 estes livros nem faziam parte das Escrituras). Foi a ICAR que os acrescentou à Bíblia em 1546.

     Alguns católicos contra-argumentam que antes do concílio de Trento, as edições bíblicas já traziam os apócrifos. Isso é verdade; acontecia desde que Jeronimo traduziu a Vulgata, e mesmo as edições antigas dos protestantes traziam os apócrifos. Mas como já mostramos, nem os protestantes nem a ICAR reconhecia estes livros. Eles eram tidos por úteis para o estudo da história do judeus, mas não eram considerados inspirados. Usar este argumento para dizer que eram reconhecidos antes de Trento, é como dizer que as igrejas que lançam Bíblias com hinário num só volume consideram seus hinários como canônicos (isso é absurdo, pois nenhuma igreja considera seus hinos como inspirados.) Portanto, permanece a verdade de que a ICAR os incluiu na Bíblia em 1546.

64 comentários:

  1. vc precisa ler mais sobre a formação do cânon e ler o que Jerônimo escreveu

    Sua visão do cânon não é baseada em fatos históricos, é baseada no anticatolicismo, só que seu anticatolicismo não contava que as Igrejas cristãs anteriores ao concílio de Trento, anteriores a Reforma Protestante, e que são independentes da Igreja Romana, todas elas tem os livros que vocês mutilaram da Bíblia.

    Jerônimo foi um tradutor da Bíblia a pedido do papa Dâmaso, já existiam traduções em latim anteriores a Jerônimo, como a Vetus Latina, a posição isolada de um historiador, de um Pai da Igreja, de um Doutor da Igreja, não representa toda a Sagrada Tradição, devido a limitação histórico e geografica desses indivíduos, e Jerônimo apoia sim todo o cânon como está, e nunca os chamou de apócrifos ou não canônicos:

    Que pecado eu cometi se segui o julgamento das igrejas? Mas ele que traz acusações contra mim por relatar as objeções a que os judeus estavam acostumados a levantar contra a história de Susana, o Cântico dos Três crianças, e a história de Bel e o dragão, que não são encontrados nos volumes hebraicos, provam que ele é apenas um bajulador insensato. Pois eu não estava relatando minha própria visão, mas sim as observações que eles [os judeus] estão acostumados a fazer contra nós. Jerônimo (Contra Rufinus, 11:33 [402 d.C.]).

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  2. além do mais, vc não respondeu à segunda parte que aponta erros nos próprios livros apócrifos.

    Seus argumentos para desmoralizar os Deuterocanônicos são os mesmo que ateus usam para tentar desmoralizar a Bíblia toda, assim como os ateus você usa as aparentes contradições para tentar desmerecer esses livros sagrados, é preciso não só uma exegese honesta mas também levar em consideração a ortodoxia da hermenêutica.

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  3. FATOS:

    1 - Lutero não arrancou livro algum, os livros deuterocanônicos estão todos lá na Bíblia de Lutero, localizados entre os Testamentos.

    2 - Para Lutero o livro de Hebreus não era inspirado, assim como os livros de Ester, Tiago, Judas e Apocalipse, ele colocou esses livros no final da Bíblia, e até hoje na Bíblia Luterana esses livros aparecem no final da Bíblia!

    3 - Toda a cristandade aceita os livros que os evangélicos mutilaram da Bíblia, todas essas Bíblias contém os livros deuterocanônicos, inclusive a Bíblia Peshitta, a Bíblia das Igrejas Ortodoxas, das Igrejas Orientais, da Igreja Copta, da Igreja Etíope, todas essas Igrejas e suas Bíblias são anteriores ao Concílio de Trento, são anteriores a Reforma Protestante e todas essas Igrejas são totalmente independentes da Igreja Católica Romana.

    4 - A Bíblia sem mutilações é usada pela cristandade há dois mil anos, com ou sem lista do Concílio de Trento, a Sagrada Tradição é quem garantiu o seu uso até os dias de hoje, somente durante a guerra civil inglesa, na Assembléia de Westminster, em 1643, é que os protestantes mutilaram a Bíblia, retirando os Deuterocanônicos.

    5 - A Bíblia cristã não é definida pelos judeus, se fosse assim os protestantes deveriam arrancar o Novo Testamento pois eles consideram que não são inspirados.

    Quem define a Bíblia cristã é a Igreja, antes de qualquer cânon declarado oficial a Igreja já existia.

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    1. OUTRA COISA AMIGO ALEXANDRE, O CONCILIO DE TRENTO REAFIRMOU A VULGATA, ELA NAO COLOCOU E NEM TIROU LIVRO NENHUM, LUTERO E QUE SEPARA ESSES LIVROS CERCA DE 20 A 30 ANOS ANTES DO CONCILIO DE TRENTO. E COMO PODE O PROTESTANTISMO AVALIZAR UM CONCILIO JUDEU? O CONCILIO DE JAMNIA FOI FEITO POR RABINOS ENTRE O FINAL DO SECULO I E COMECO DO SECULO II. VAMOS PENSAR UM POUCO, SAO PEDRO ESTAVA MORTO A 30 ANOS, SEM FALAR NO RESTANTE DOS APOSTOLOS, JA TINHAM SE PASSADO 60 ANOS DA MORTE E RESSURREICAO DE CRISTO E DO PENTECOSTES. E AINDA QUEREM CONSIDERAR UM CONCILIO JUDEU DEPOIS DE TODOS ESSES FATOS. VALE LEMBRAR QUE O CONCILIO DE JAMNIA REJEITA TODOS OS JUDEUS NAO PALESTINOS E FOI UM CONCILIO JUDEU PARA DE ORDEM PRECONCEITUOSA, POR REJEITAREM OS JUDEUS NAO PALESTINOS. CARO PROTESTANTE VALE LEMBRAR TAMBEM QUE ESTE CONCILIO REJEITOU TODO O NOVO TESTAMENTO, ENTAO NO PODEMOS COLOCAR A AUTORIDADE DO SINEDRIO ACIMA DA AUTORIDADE DE PEDRO TIAGO JOAO, COLUNAS DA IGREJA. SE HOUVE DIVERGENCIA ENTRE ALGUNS PADRES DA IGREJA, VALE LEMBRAR QUE NO CONCILIO DOS APOSTOLOS EM JERUSALEM TAMBEM OUVE DIVERGENCIA ENTRE OS APOSTOLOS COM RELACAO A CONVERSAO DOS PAGAO E DA CIRCUNCISAO.

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    2. a igreja catolica nao acrescentou livros em 1546, visto que os ortodoxos, 1056 se nao me engado, consideram a septuaginta como inspirada, como foi dito, o concilio de trento apenas reafirmou a vultaga

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    3. "O CONCILIO DE TRENTO REAFIRMOU A VULGATA"

      O amigo se engana fatalmente, o Concílio não reafirmou a vulgata, havia vários outros livros na vulgata que não foram incluídos na Bíblia pelo concílio:como a Oração de Manassés e 4 Esdras. Aliás, um deles foi excluído porque conde na a oração pelos mortos, doutrina que a ICAR defende. se era para reafirmar a vulgata, deveria ter incluído todos os livros que compoem a vulgata.

      "E COMO PODE O PROTESTANTISMO AVALIZAR UM CONCILIO JUDEU?"

      essa é bem uma resposta católica mesmo. Ignora-se todos os argumentos e toma-se um ponto para rebater, usando-o fora do sentido em que o autor o usou.

      o Concílio de Jamnia não é importante no meu argumento, ele poderia ser removido sem fazer falta. Ele é citado apenas para reforçar o fato já muito bem estabelecido de que os judeus nos dias de Cristo não aceitavam os apócrifos, e que Jamnia não estabeleceu cânon nenhum, apenas reafirmou a antiga posição judaica de só reconhecer os 39 livros. E sim, a Igreja judaica é que tem a autoridade para reconhecer o cânon do AT e não a Igreja Cristã, pois Paulo diz que a eles foram confiados os oráculos de Deus.

      Agora, os judeus não tem nenhuma autoridade sobre o cânon do NT, pq este foi confiado à Igreja Cristã.

      e quanto ao comentário do anônimo acima, leia-se os meus comentários mais abaixo sobre a septuaginta e sobre a Igreja Ortodoxa.

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  4. ESCLARECIMENTO:

    Tenho que esclarecer que existem diversos manuscritos da Peshitta que diferem na quantidade de livros do Antigo Testamento, e no Novo Testamento faltam 5 livros.

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  5. Alexandre, sobre seu primeiro comentário, respondo:

    No prefácio de Daniel, Jerônimo rejeitou claramente as adições apócrifas a Daniel (Bel e o Dragão e Susana) e defendeu apenas a canonicidade dos livros encontrados na Bíblia hebraica, escrevendo: "As histórias de Susana e de Bel e o Dragão não estão contidas no hebraico. Por isso, quando traduzia Daniel muitos anos atrás, anotei essas visões com um símbolo crítico, demonstrando que não estavam incluídas no hebraico [...] Afinal, Orígenes, Eusébio e Apolinário e outros clérigos e mestres distintos da Grécia reconhecem que, como eu disse, essas visões não se encontram no hebraico, e portanto não são obrigados a refutar Porfírio quanto a essas porções que não exibem autoridade de Escrituras Sagradas"
    veja bem, ele disse que elas "não exibem autoridade de Escrituras Sagradas", isto encerra a questão; na citação que vc colocou de Jerônimo ele diz que seguiu o julgamento das igrejas, ou seja, diz que ao rejeitar tais livros ele fez o que a igreja do seu tempo fazia. Mesmo a ICAR reconhece isto em várias publicações:
    veja A Bíblia do Pontífice de Roma, pág. 6, e verá que a própria Igreja católica reconhece que os grandes Pais da igreja, tais como Atanásio, Gregório, Hilário, Rufino e Jerônimo, adotaram o cânon dos 39 livros hebraicos, excluindo os apócrifos.

    vc diz: "a posição isolada de um historiador, de um Pai da Igreja, de um Doutor da Igreja, não representa toda a Sagrada Tradição, devido a limitação histórico e geografica desses indivíduos"

    mas não foi a opnião isolada de indivíduos limitados histórica e geograficamente que apresentei:

    1 - Gregório era papa em 600 A.D. quando rejeitou os apócrifos,

    2 - Jeronimo era um dos homens mais cultos do mundo e doutor e pesquisador da igreja, encarregado pelo próprio papa de fazer sua tradução, e no entanto rejeitou os apócrifos;

    3 - quem negagaria que Atanásio era um dos maiores líderes da igreja em sua época? participou de um dos mais importantes concílios ecumenicos, sendo o principal influenciador do mesmo; ele também rejeitou os apócrifos (sua opnião tem um peso tremendo);

    4 - de Agostinho nem é preciso dizer, ele foi "o cara" da igreja, mas apesar de querer estes livros incluidos na Bíblia, como mostrei, não os reconhecia realmente como canonicos;

    5 - o concílio de calcedonia foi um importante concílio ecumenico que rejeitou os apócrifos.

    CONCLUINDO: Não diga que estes testemunhos são obscuros e limitados, pois mostram bem que muitíssimos líderes importantes e destacados da igreja rejeitavam os apócrifos.

    até o século 16 a questão não estava resolvida, como deixa claro este testemunho:
    O cardeal Ximenis em sua Poliglota Complutense (1514-1517) afirma que os livros apócrifos não faziam parte do cânon.

    O cardeal Cajetan, que fez oposição ao reformador Martinho Lutero em 1518, publicou em 1532, uma lista dos livros do AT, que não incluia os apócrifos.

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  6. Alexandre, no seu 2º comentário lemos:
    "Seus argumentos para desmoralizar os Deuterocanônicos são os mesmo que ateus usam para tentar desmoralizar a Bíblia toda, assim como os ateus você usa as aparentes contradições para tentar desmerecer esses livros sagrados,"

    vamos pensar um pouco:
    1 - toda vez que um ateu levanta para mim um argumento para desmoralizar a Bíblia, eu não ignoro o argumento dizendo: "você usa as aparentes contradições para tentar desmerecer esses livros sagrados"; não! Eu procuro provar para ele que está errado, que não há de fato contradições na Bíblia, o que vc não fez com relação às minhas acusações;

    2 - prove que Judite não errou quando disse que Nabucodonosor foi rei de Nínive, quando é fato histórico incontestável que ele na verdade foi rei de Babilônia (se ela errou, não é escritura canônica pois Jesus disse que a Escritura não pode falhar);

    3 - prove que Baruc 6:2 que diz que o cativeiro babilonico durou 7 gerações não contradiz Jeremias 25:11 que diz que durou apenas 70 anos;

    4 – prove que não há contradição no fato de Antíoco morrer de três maneiras diferentes nos registros dos livros de Macabeus: 1 Macabeus 6:16; 2 Macabeus 1:16 e 9:28;

    5 – prove que beber sempre água sem estar misturada com vinho é nocivo à saúde, como ensina 2 Mac 15:40;

    6 – prove que Tobias não contém certos erros históricos e geográficos, tais como a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (1.15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomado por Nabucodonosor e por Assuero (14.15) em vez de Nabopolassar e por Ciáxares...

    7 – Prove que Eclesiástico 12:4-7 que diz que se deve negar o pão aos ímpios e não lhes fazer nenhum bem, não contradiz claramente Provérbios 25:21-22, que diz que devemos sim lhes dar pão e água e Mateus 5:44-48.

    8 – explique como Eclesiástico, sendo um livro “inspirado por Deus”, pode ensinar: o trato cruel aos escravos – 33.28 e 30; 42.5; o desprezo pela mulher - 25.17-36; e incentivar o ódio aos samaritanos – 50.27 e 28;

    9 – Prove que macabeus é inspirado apesar de ele mesmo reconhecer que no seu tempo já havia cessado o ofício profético; e prove que ele é a palavra infalível e inerrante de Deus, se ele mesmo reconhece que seus escritos podiam conter erros suficientes para tornar toda a sua obra medíocre, e se desculpa dizendo que ele não pode fazer nada melhor (1º Macabeus 9.27; 2º Macabeus 15.37).

    Os erros destes livros provam que não são inspirados, pois Jesus disse que a Escritura não pode falhar (Jo 10.35). Nas verdadeiras Escrituras não se encontram erros ridículos como estes.

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  7. Eu insisto, a posição isolada de um historiador, de um Pai da Igreja, de um Doutor da Igreja, não representa toda a Sagrada Tradição, devido a limitação histórico-geográfica desses indivíduos.

    Eu insisto, seus argumentos para desmoralizar os Deuterocanônicos são os mesmo que ateus usam para tentar desmoralizar a Bíblia toda, assim como os ateus você usa as aparentes contradições para tentar desmerecer esses livros sagrados. Eu não vou enumerar cada passagem que os ateus usam para tal, a interpretação última das Escrituras e da Sagrada Tradição pertencem ao Magistério da Igreja, nós confiamos nos sucessores dos Apóstolos, nós católicos não somos protestantes que julgam ter cada um a autoridade apostólica.

    Você disse: "O Concílio Geral de Calcedônia, em 451 DC, negou que estes livros fizessem parte do Canon.", isso é uma inverdade, não sei de onde você tirou isso, eu acabei de reler os cânones do Concílio de Calcedônia e não encontrei absolutamente nada que confirme isso!

    E se existisse, saiba que o livro do Apocalipse foi excluido no Concílio de Laodicéia e só voltou ao cânon no concílio de Cartago.

    A Igreja primitiva não tinha um acordo generalizado sobre os livros do Novo Testamento até o final do século IV (Concílio de Hipona em 393, 3 º Concílio de Cartago em 397, e 6 Concílio de Cartago em 419), o cânon não era matéria resolvida até 1546.

    O fato é que o cânon da Bíblia não era uma questão que dividiu os cristãos o suficientemente para que eles decidissem o assunto até o surgimento do protestantismo em 1546.

    As divergências sobre o cânon bíblico continuaram durante e após o século IV. O que nos resta de seguro é a autoridade da Igreja, só ela pode dizer que livro é ou não canônico, são os sucessores dos apóstolos, guiados pelo Espírito Santo, que têm essa função.

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  8. Seus argumentos para desmoralizar o texto sagrado não me dizem nada, por mim a Bíblia católica seria igual a Bíblia Etíope, com toda a Septuaginta, eu sou um apaixonado pela Septuaginta e pelos livros sagrados que se perderam, como o Livro dos Mortos que a Bíblia cita.

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  9. Irmão no blog tal você fez vários argumentos sobre a não canonicidade dos deuterocanonicos, eu não tenho nesse momento tempo para Alencar varias coisas que a meu ver são falácias, e pessoalmente não acredito que você tenha escrito, mas apenas pegou o material já na internet, sendo assim peço que antes de alardar uma informação ao qual outros vão ver e possivelmente acreditar (ou não), você tem que ter muita sabedoria, pois um erro seu pode propagar o erro de muitos.

    Sendo assim, e se for correto minha observação, você copiou esse trechos de algum lugar na net, ou seja, você é mais um que acreditou no texto.

    Mas me responda, “você tem documentação para prova algo que elencou?”, você estudou algo seriamente parar afirmar algo?”.

    Nesse link, você vai encontra uma obra monumental da tecnologia, que é a digitalização do segundo mais antigo exemplar da bíblia completa, o Codex Sinaiticus

    http://codexsinaiticus.org/en/manuscript.aspx?book=12&lid=en&side=r&zoomSlider=0

    Nesse exato link você vera no índice um dos livros que compõem essa mesma, que é o “Livro dos Macabeus”.

    Esse mesmo livro que os protestantes negam a canonicidade.

    E esse exemplar completo é do século III.

    E só isso já coloca em xeque muitos dos argumentos colocados.

    Uma segunda questão, mas igualmente importantíssima é a que muitos os protestantes não sabem e outros fazem um esforço para esquecer.

    Os protestantes tiraram ao decorrer da reforma até o ano 1917 outros livros da bíblia, não do antigo testamento, mas do novo testamento.

    Novo Testamento (inicialmente rejeitados pelos protestantes, mas posteriormente incluídos em suas Bíblias, no século XX).

    Hebreus
    Tiago
    Judas
    II Pedro
    II João e III João
    Apocalipse

    Meu irmão os protestantes rejeitam os livros do novo testamento “também”, usando dos mesmos atificios e alegações ao qual você diz.

    E antes que você aluda confusão minha, reafirmo, “os protestantes recusaram alguns livros do Novo Testamento, que só vieram a integrar a bíblia após o ano de 1917, juntamente com o aparecimento das sociedades bíblicas.

    e se você é prebiteriano, deveria saber disso, pois os mesmo tem respito e estudam historia da igreja.

    Estude, valeu

    http://pos-evangelico.blogspot.com/2011/10/por-que-o-livro-de-sabedoria-nao-esta.html

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  10. Alexandre, vc disse:
    1 - "Eu insisto, a posição isolada de um historiador, de um Pai da Igreja, de um Doutor da Igreja, não representa toda a Sagrada Tradição, devido a limitação histórico-geográfica desses indivíduos."

    Já provei que as opniões dadas acima não são de indivíduos isolados, vou repetir alguns e muitos outros poderiam ser apresentados também:

    Os livros apócrifos foram banidos do cânon sagrado, quer explicitamente, quer de uma maneira indireta, ao darem uma lista que os excluía, por:

    Melito, bispo de Sardis, no segundo século.

    Orígenes, no terceiro século.

    No quarto século, baniram-nos igualmente os "santos" Atanásio, Hilário, Cirilo de Jerusalém, Cipriano, Gregório Nazianzeno e Eusébio, bispo de Cesaréia, Anfilóquio e os bispos reunidos no Concilio de Laodicéia, o qual foi confirmado por um decreto do Concilio Geral em Trulo (Can.2), e que, portanto, é obrigatório para a Igreja de Roma.

    No quinto século: São Jerônimo e Epifánio.

    No sexto: Junílio, bispo africano, e alguns mencionam também Isidoro, bispo de Sevilha.

    No sétimo: Temos nada menos que a autoridade do próprio Papa Gregório, o Grande. A mesma edição Vaticana das obras de Gregório prova que ele não admitia os livros "apócrifos".

    No oitavo: João Damasceno, fundador da teologia escolástica entre os gregos, e Alcuíno, abade de São Martinho de Tours, na França.

    No nono: Nicéforo, patriarca de Constantinopla, e a "Glosa Ordinária", começada por Alcuíno, ou por Estrebão, e concluída por vários escritores.

    No décimo: O monge Flaviacense e Élfrio, abade de Malmesbury.

    No décimo primeiro: Pedro, abade de Clugni.

    O décimo segundo: Hugo de São Vítor, Ricardo de São Vítor, Roberto, abade de Duits e autor da "Glosa" sobre Graciano e da versão inglesa da Bíblia que existe na biblioteca da Universidade de Oxford.

    No décimo terceiro: O cardeal Hugo e São Boaventura.

    No décimo quarto: Ricardo Fitz Ralph, arcebispo de Armagh e primaz da Irlanda, Nicolau Lira e Viclef

    No décimo quinto: Tomás Valdense e Dionísio Cartusiano.

    No décimo sexto: Temos o famoso cardeal Caetano. Este ilustre prelado da Igreja Romana escreveu um comentário sobre os livros históricos do Antigo Testamento, oferecido ao Papa Clemente VIII. Este livro foi publicado só doze anos antes de reunido o Concílio de Trento. Na dedicatória, o cardeal faz sua a regra de São Jerônimo, relativa à clara distinção que este faz entre os livros canônicos propriamente ditos e os "apócrifos".

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  11. continuando, alexandre, vc disse:

    2 - "Eu insisto, seus argumentos para desmoralizar os Deuterocanônicos são os mesmo que ateus usam para tentar desmoralizar a Bíblia toda"
    argumento vazio para dizer que não dará resposta aquilo que não é aparente contradição, mas contradição de fato; sua recusa em dar resposta aos argumentos que provam inúmeros erros e contradições nos apócrifos, é PROVA DE QUE NÃO EXISTE RESPOSTA PARA ESTES ARGUMENTOS; alías, só existe uma: são escritos meramente humandos nos quais não há uma gota de inspiração divina e infalibilidade.

    3 - "a interpretação última das Escrituras e da Sagrada Tradição pertencem ao Magistério da Igreja, nós confiamos nos sucessores dos Apóstolos, nós católicos não somos protestantes que julgam ter cada um a autoridade apostólica."

    onde a Bíblia ensina isso???
    e onde os protestantes afirmam ter autoridade apostólica para intrepretar a Bíblia?

    Sou presbiteriano e uma das verdades ensinadas na Confissão de Westminster é que os concílios falham, e que a autoridade última é somente a Bíblia. só a ICAR afirma arrogantemente a autoridade apostólica para interpretar as Escrituras.

    4 - "Você disse: 'O Concílio Geral de Calcedônia, em 451 DC, negou que estes livros fizessem parte do Canon.', isso é uma inverdade, não sei de onde você tirou isso, eu acabei de reler os cânones do Concílio de Calcedônia e não encontrei absolutamente nada que confirme isso!"

    segue a confirmação, se estiver errado, gostaria muitíssimo de ser corrigido:
    O Concílio de Laodicéia no Ano 367, Can. LX, Labb. et Coss., tom. 1, coluna 1507, rejeita os livros apócrifos, Paris, 1671.
    O Concílio de Calcedônia no Ano 451, confirma os cânones do Concílio de Laodicéia; Art. 15, de can. 1, Labb. Conc. IV, Paris, 1671.

    ou seja: Calcedônia disse que laodicéia estava certa ao rejeitar os apócrifos.

    5 - "E se existisse, saiba que o livro do Apocalipse foi excluido no Concílio de Laodicéia e só voltou ao cânon no concílio de Cartago."

    isso é mais uma evidencia de que concílios erram; se os concílios erram, e os papas também, porque eu deveria reconhecer a autoridade deles?

    O papa Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes, em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo papa Leão X. Será que estes papas se enganaram? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio de Trento estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina?

    prefiro ficar somente com a autoridade da Escritura, a qual não pode falhar.

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  12. Reverendo Mauricio,

    Entenda que para a Igreja Católica, que é composta de 23 Igrejas particulares autônomas, infalíveis são apenas os Concílios Ecumênicos e o ensino do Papa, quando solenemente fala ex cathedra, outras reflexões na Igreja, embora muito proveitosas, não gozam da infabilidade,

    a Igreja toda sempre refletiu as verdades reveladas, são atitudes louváveis porém a autoridade última reside nos Concílios Ecumênicos e no Papa quando ele solenemente proclama ex cathedra.

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  13. Concílio de Calcedônia

    Sessão XV - Cânone 1:

    Julgamos isso correto, que os cânones dos Santos Padres feitos em cada sínodo até agora, devem permanecer em vigor.

    Cânones são cada uma das decisões tomadas, como essa do cânone 1, sessão XV, não significa o Cânon das Escrituras, terrível que vocês evangélicos cometam este tipo de erro primário.

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  14. Alexandre,
    eu não dou idiota, sei o que são canones e o que é canon, se vc não sabe os protestantes tbm usam a palavra canones neste sentido, como nos canones de Dort.
    Eu não tenho aqui em casa os documentos dos concílios (se vc tiver em versão digital, mande pro meu e-mail para que eu possa pesquisá-los: mauricio@ipb.org.br), eu os pesquisei em uma biblioteca há alguns anos e posso ter anotado errado o número, mas a verdade permanece.

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  15. Você disse:

    prefiro ficar somente com a autoridade da Escritura, a qual não pode falhar.

    Mas na verdade vocês protestantes ficam com a autoridade da interpretação particular de cada um de vocês individualmente.

    Por isso existem trinta mil denominações protestantes, cada uma seguindo "apenas a autoridade das escrituras", cada uma dizendo uma coisa diferente das demais e geralmente ensinos opostos, como calvinismo de um lado, arminianismo de outro, uns batizam crianças outros dizem que isso é coisa do demônio, uns fazem casamentos entre homossexuais e outros dizem que isso é do demônio, a lista é infindável...

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  16. alexandre,
    respondendo ao seu comentário acima, ele em nada invalida a autoridade da Bíblia, como eu disse, é ela que não pode falhar, não a igreja.
    aliás, a ICAR falhou e falha muito.
    continuo com e Escritura, seu argumento só comprova q ela é melhor.

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  17. A questão aqui não é autoridade da Bíblia, é a autoridade de quem interpreta a Bíblia:

    A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito Santo; ...

    É preciso, porém, que os exegetas católicos e os demais estudiosos da sagrada teologia, trabalhem em íntima colaboração de esforços, para que, sob a vigilância do sagrado magistério, lançando mão de meios aptos, estudem e expliquem as divinas Letras de modo que o maior número possível de ministros da palavra de Deus possa oferecer com fruto ao Povo de Deus o alimento das Escrituras, que ilumine o espírito, robusteça as vontades, e inflame os corações dos homens no amor de Deus.
    Dei Verbum

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  18. Jorge luiz,
    meus argumentos não tem a pretenção de serem todos originais, mas foram apresentados após longa pesquisa sobre o assunto. eu tenho e ensino médio completo e sou formado em teologia (4 anos), nível universitário; sei fazer pesquisa, não sou criança de primário que só copia e cola textos da net.

    vc disse:
    "Nesse link, você vai encontra uma obra monumental da tecnologia, que é a digitalização do segundo mais antigo exemplar da bíblia completa, o Codex Sinaiticus
    Nesse exato link você vera no índice um dos livros que compõem essa mesma, que é o “Livro dos Macabeus”.

    É um argumento comum dos católicos esse de que as versões antigas trazem os apócrifos e que por isso eram aceitos, mas uma investigação mais cuidadosa desta afirmação reduz a autoridade sobre a qual os apócrifos se baseiam a apenas uma versão antiga, a Septuaginta, e àquelas posteriores (como a Itala, a Cóptica, a Etiópica, e a Siríaca posterior) que foram derivadas da septuaginta.
    contudo, mesmo no caso da Septuaginta, os livros Apócrifos mantêm uma existência um pouco Incerta:
    O Códice Vaticano ("B") não tem 1 e 2 Macabeus (canônicos segundo Roma), mas Inclui 1 Esdras (não-canônico segundo Roma).
    O Códice Sinaítico ("Alef") omite Baruque (canônico segundo Roma), mas inclui 4 Macabeus (não-canônico segundo Roma).
    O Códice Alexandrino ("A") contêm três livros apócrifos "não-canônicos": 1 Esdras e 3 e 4 Macabeus.

    Então até os três mais antigos mss. da LXX demonstram considerável falta de certeza quanto aos livros que compõem a lista dos Apócrifos.

    Vc citou um mss. do séc. III; A versão síriaca (Peshita) da Bíblia, do século II d.C, não continha os apócrifos (não confunda com a Peshita posterior).

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  19. continuando, Jorge Luiz,vc ainda disse:
    “Os protestantes tiraram ao decorrer da reforma até o ano 1917 outros livros da bíblia, não do antigo testamento, mas do novo testamento. Novo Testamento (inicialmente rejeitados pelos protestantes, mas posteriormente incluídos em suas Bíblias, no século XX). Hebreus; Tiago; Judas; II Pedro; II João e III João; Apocalipse
    Meu irmão os protestantes rejeitam os livros do novo testamento ‘também’, usando dos mesmos atificios e alegações ao qual você diz.”

    Não sei de onde vc tirou isso, quando vc contou a história de copiar e colar sem analisar se é verdade estava falando de vc né?

    Veja que esse seu argumento é ABSURDO:

    A Confissão Belga, de 1561, o primeiro dos padrões doutrinários da Igreja Reformada da Holanda, no seu art. 4 diz: “A sagrada Escritura consiste de dois volumes: o Antigo e o Novo Testamentos, que são canônicos e não podem ser contraditados de forma alguma. A igreja de Deus reconhece a seguinte lista:” (segue a lista de Gênesis a Apocalipse, excluindo apenas os apócrifos do AT e incluindo todos os 27 do NT).

    Os 39 artigos, que foram Aprovados na Inglaterra em 1563;
    ARTIGO VI - DA SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS SAGRADAS PARA A SALVAÇÃO

    (...) Pelo nome de Escritura Sagrada entendemos os Livros canônicos do Velho e do Novo Testamentos, de cuja autoridade jamais houve qualquer dúvida na Igreja.

    DOS NOMES E NÚMERO DOS LIVROS CANÔNICOS

    Gênesis... (segiue até Malaquias sem citar os apócrifos)

    E os outros Livros (como diz Jerônimo) a Igreja os lê para exemplo de vida e instrução de costumes; mas não os aplica para estabelecer doutrina alguma; tais são os seguintes:

    III Esdras - IV Esdras - Tobias - Judite - O restante dos livros de Ester - Sabedoria - Jesus, filho de Siraque - Baruque - O Cântico dos Três Mancebos - A história de Suzana - De Bel e o dragão - Oração de Manassés - I Macabeus - II Macabeus.

    Recebemos e contamos por canônicos todos os 27 Livros do Novo Testamento, como são comumente recebidos (segue então a lista dos 27 do NT).

    A Confissão de Fé de Westminster, escrita entre 1643 a 1649 que rapidamente se tornou símbolo de fé para as igrejas reformadas em todo o mundo, no seu capítulo 1º, parágrafo 2º, lista todos os livros do AT e NT, excluindo apenas os apócrifos do NT e incluindo todos os 27 do NT.
    O mesmo pode ser dito da confissão batista e tantas outras.

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  20. continuando, Jorge Luiz:

    Lutero em sua tradução da Bíblia concluída em 1534 listou os apócrifos do AT com a observação: “Apócrifos, isto é, livros que não podem ser equiparados às Sagradas Escrituras, mas cuja leitura é boa e proveitosa”. Quanto a isso todas as igrejas protestantes sempre concordaram
    Ele também listou Hebreus, Tiago, Judas e Apocalipse no final do NT com numeração distinta dos outros livros do NT porque os considerava de menor valor. Deve-se observar que Lutero não os retirou da Bíblia nem os chamou de apócrifos, mas os considerava de menor valor, quando comparado aos demais livros, como ele mesmo dizia; quanto a isso, ele estava errado e parece ter mesmo reconhecido isto pelas várias citações posteriores que fez destes livros como Escritura. Nenhuma Igreja concordou com Lutero ou o seguiu nesta questão.

    As edições protestantes sempre trouxeram todos os livros bíblicos, apenas agrupando os apócrifos como não canônicos e reconhecendo todos os 27 do NT:
    A Bíblia de Zurique (1529); A Bíblia Francesa (1535); A de Coverdale (1535); A Bíblia de Genebra (1560 – esta foi a primeira a não publicar os apócrifos, mas só na sua edição de 1599, na de 1560 eles foram publicados com a observação de que não eram livros canônicos); A Bíblia King James (1611).

    João Calvino e todos os outros reformadores sempre confessaram como canônicos os 39 livros do AT e os 27 do NT sem tirar nem por. Portanto, desde a Seu argumento é mentiroso e vc deveria pesquisar antes de ensinar aos outros mentiras tão nefastas.

    Sim, os presbiterianos respeitam a história, por isso mostro mais uma mentira do seu argumento: “reafirmo, os protestantes recusaram alguns livros do Novo Testamento, que só vieram a integrar a bíblia após o ano de 1917, juntamente com o aparecimento das sociedades bíblicas.”

    Os protestantes nunca recusaram nenhum livro do NT, se o Alexandre for honesto quanto a isto pode confirmar para vc, e as sociedades bíblicas não surgiram em 1917, como vc disse, mas em 1804, na Inglaterra, quando foi fundada a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, e desde o princípio sempre reconheceram e publicaram todo o AT e NT.

    Se vc vier aqui dizer mais asneiras como estas, não publicarei. E esta história sua de “seus argumentos são muito errados e fáceis de responder, mas não tenho tempo, por isso vou apenas dizer bobagens”, tbm não me convence.

    Termino com a frase q vc deixou para mim: “Estude, valeu”

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  21. Reverendo Mauricio,

    Você terá que concordar que os protestantes são os únicos na cristandade que não aceitam os deuterocanônicos,

    para a Igreja Católica que é composta de 23 Igrejas Autônomas, eles são canônicos,

    para todas as Igrejas Ortodoxas, para todos os Patriarcados Ortodoxos, eles são canônicos,

    para todo o restante da cristandade que é completamente independente da Igreja Católica e anteriores ao Concílio de Trento, Igrejas estas que já existiam antes da Reforma Protestante, eles são canônicos, e isto inclui a Igreja Siríaca, a Igreja Etíope e a Igreja Copta.

    Vocês são o grupo mais recente na cristandade e são os únicos que não tem os deuterocanônicos em sua Bíblia.

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  22. Também gostaria de lembrar que os judeus samaritanos têm uma Bíblia diferente dos demais judeus, e que para os demais judeus a sagrada tradição deles, a Misná e o Talmude, têm a mesma autoridade e inspiração da Bíblia hebraica, sendo assim, pela autoridade que os protestantes atribuem aos judeus não samaritanos, vocês deveriam aceitar e adotar a Misná e o Talmude com a mesma autoridade e inspiração de sua Bíblia protestante.

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  23. É ainda oportuno lembrar que os judeus caraítas só consideram canônicos o Pentateuco e os Profetas, eles rejeitam os outros livros da Bíblia hebraica, e assim como os judeus samaritanos também rejeitam a autoridade e inspiração da Misná e do Talmude.

    Por isso eu reforço: Os judeus não têm autoridade para definir o Cânon da Bíblia cristã, quem tem essa autoridade é a Igreja. Nisso a cristandade concorda, todos nós os católicos, os ortodoxos, os coptas, os siríacos, os malankares, os melquitas... ou seja, todas as Igrejas mais antigas que o Concílio de Trento e mais antigas que a Reforma Protestante.

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  24. Alexandre,
    vc citou outros grupos de judeus,
    estes são grupos mistos, como os samaritanos, que misturaram a religião judaica com a pagã e são pequenos grupos separados da maioria judaica.

    Quem teve autoridade para reconhecer o Cânon do AT foi a comunidade judaica da Palestina, que permaneceu fiel. Esta comunidade não reconheceu os apócrifos, e nem mesmo a alexandrina, apesar de moralmente mais frouxa, parece ter reconhecido, pois como mostrei, Filo de Alexandria rejeitava tais livros.

    Citar grupos separatistas para criar confusão quanto ao cânon hebraico, seria o mesmo que citar Marcião e dizer que a Igreja Primitiva não aceitava os livros que ele rejeitava.

    Paulo diz que os judeus foram os guardiões das revelações divinas do AT (nada a ver com o canon do NT), e estes judeus da Palestina só reconheceram os mesmos livros que nós protestantes, e nem Jesus, nem os apóstolos os repreenderam por isso, ao contrário deram seu endosso.

    Quanto aos samaritanos, Jesus disse que eles adoravam o que não conheciam e os de Jerusalém o que eles conheciam pq a salvação vem dos judeus; isso prova que jesus não os considerava judeus; ora se eles nem conheciam a Deus, nem mesmo eram judeus, como o cânon deles pode servir para provar algo?
    Muito fraco este seu argumento.

    quanto ao seu argumento sobre as outras igrejas da cristandade que anteriormente a Trento já adotavam e adotam até hj os apócrifos como canonicos; estou pesquisando, mas pelo que pude apurar, parece que elas usavam os apócrifos como a Anglicana usa, como livros eclesiásticos, bom para conhecer, mas não como canonicos e jamais para estabelecer doutrina. a ICAR estaria então, sozinha, ou quase sozinha, em reconhecer tais livros.
    A vc que afirma que para elas eles são canonicos, cabe o ônus da prova; gostaria que vc apresentasse documentos oficiais que comprovem isto (especialmente antes de Trento, já que disse que elas faziam isto antes deste concílio - mas documentos mais recentes tbm gostaria de conhecer).

    aguardo.

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  25. Quanto aos judeus caraítas,
    segundo sei, seu nome significa "seguidores das Escrituras", e rejeitam o Talmud e a Mishná (uma exposição da lei e a tradição oral dos judeus em forma escrita), que nada tem a ver com as Escrituras, aceitam somente a Tanakh (que é um acronimo de Torá (Pentateuco), Neviim (Profetas), e Kethuvim (os Escritos - que compreende o restante do AT), ou seja, aceitam todo o AT do canon hebraico e dos protestantes.
    De acordo com a tradição judaica, o Tanakh consiste de vinte e quatro livros. A Torá possui cinco livros, o Nevi'im oito e o Ketuvim onze.

    Talvez sua confusão esteja no fato de que a Tanakh, é formada de 24 livros, só que esses 24 são os mesmos livros encontrados no AT protestante, apenas a ordem é diferente. A numeração difere pq os cristãos contam esses livros como 39, pois contam como vários alguns livros que os judeus contam como um só.

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  26. Você disse: Quem teve autoridade para reconhecer o Cânon do AT foi a comunidade judaica da Palestina

    o Cânon dos judeus palestinos e dos protestantes, não o Cânon de outros grupos judeus e nem de todo o restante da cristandade, além do mais, os judeus palestinos atribuem a mesma autoridade e inspiração da Bíblia à Misná e ao Talmude, vocês protestantes também deveriam fazer o mesmo. Quanto aos caraítas, realmente a contagem é que é diferente, além de um site caraíta consultado dizer que eles reconhecem apenas a Torá e os Profetas, mas é no sentido de rejeitar a autoridade da Misná e do Talmude.

    Por essa lógica, vocês protestantes deveriam atribuir a autoridade de decidir o cânon bíblico aos caraítas e não aos judeus da palestina.

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  27. Você disse: "vc que afirma que para elas eles são canonicos, cabe o ônus da prova"

    Nada melhor que um padre da Igreja Grega Ortodoxa, Demetrios Serfes, para te responder:

    ... O Antigo Testamento "protestante" é Antitético para a Verdade cristã. Quando os protestantes revisaram os livros canônicos das Escrituras, eles adotaram o "Cânon hebraico" aceito pelos judeus desde 100 dC.

    Os livros chamados apócrifos ou deuterocanônicos, (que se encontram em versões "católicas" e "ortodoxas" da Bíblia) foram um problema para os judeus que viveram depois da época de Cristo, uma vez que, muitas vezes e de forma muito clara profetizam acerca de Nosso Senhor, e indicam sua divindade.

    Alguns dos livros também foram problemáticos para os judeus e os protestantes, porque eles deixam evidente de forma profética o papel especial da Mãe de Deus na economia de salvação. Na verdade, os Padres ortodoxos citam passagens de forma bastante eficaz para discutir a compreensão da Igreja do papel da Theotokos.
    ...
    As Escrituras Sagradas foram produzidas pela Igreja Ortodoxa. Os santos profetas e apóstolos da Igreja escreveram os livros contidos na Bíblia. A Igreja determina quais livros eram autênticos e pertenciam a Escritura Sagrada. A Igreja preservou e transmitiu os textos desses livros Escriturais...


    confira: http://www.serfes.org/orthodox/scripturesinthechurch.htm

    Fica claro que, para os ortodoxos, os Deuterocanônicos não são apenas para leitura, em todos os outros sítios das outras Igrejas que consultei também encontrei denúncia contra o que os protestantes fizeram, futuramente vou preparar um material com base nesses textos, citando as fontes, em que as Igrejas Etíope, Copta, Ortodoxa, Siríaca, Malankar, denunciam os protestantes por terem mutilado a Bíblia.

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  28. O que diz a Igreja Ortodoxa na América sobre o cânon bíblico:

    Na listagem bíblica da Igreja Ortodoxa, que geralmente é a da Septuaginta... os livros chamados apócrifos, ..., são considerados pelos ortodoxos como partes genuínas da Bíblia.

    (Os apócrifos) são considerados pelos não ortodoxos como tendo uma relação estreita com a Bíblia, porém, não fazendo parte do conteúdo canônico.


    Como você sabe a Igreja Ortodoxa se separou da Igreja Católica Romana cerca de quinhentos anos antes do Concílio de Trento e da Reforma Protestante.

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  29. O que diz a Igreja Copta, que é tratada como tal pelo menos desde o ano 452:

    Os livros Deuterocanônicos são uma parte da Bíblia Sagrada... Os protestantes os removeram de sua Bíblia dizendo que não eram a palavra de Deus, embora existam muitas evidências e provas históricas para confirmá-los! As Igrejas Ortodoxa e Católica acreditam neles... Aqui você poderá encontrar o texto completo deles em ambos os idiomas Inglês e árabe, junto com uma introdução para cada um dos deuterocanônicos.

    Os evangélicos pensam que, de cristãos, só existem eles e os católicos no mundo, vocês terão que acrescentar ao seu anticatolicismo, o antiortodoxismo, o anticoptismo, o antietiopinismo, o antisiriacanismo...

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  30. Alexandre,

    1 - o canon hebraico, já ficou provado que não é de 100 d.C. Nos dias de Jesus já era este mesmo.

    2 - quanto à sua acusação absurda de que os judeus reconhecem o Talmud em pé de igualdade ccom a Bíblia, isto não é verdade, conforme deixa claro a referencia mais antiga ao cânon do AT da história: Josefo (37-95 AC), em Contra Apionem escreve: “Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois [que são os mesmos 39 da Bíblia protestante], contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos.” fica claro que os judeus do tempo de Jesus não reconheciam nem os apócrifos nem qualquer outro texto escrito ou oral como divino (e como eles foram, não são mais os guardiões dos oráculos de Deus, se eles acrescentarem qualquer coisa, estarão errados, não tem mais esta autoridade).

    2 - Já mostrei que até o 7º século os maiores doutores da Igreja não reconheciam estes livros, e assim foi até Trento, vários papas não os reconheceram.

    3 - a principal testemunha do cânon protestante do Antigo Testamento é o Novo Testamento. Jesus e os apóstolos não questionaram o cânon hebraico da época (época de Josefo, convém lembrar). Há contagens que dizem que eles citaram-no cerca de seiscentas vezes, de modo autoritativo, incluindo praticamente todos os livros do cânon hebraico. Entretanto, não citam nenhuma vez os livros apócrifos. Pode-se concluir, portanto, que Jesus e os apóstolos deram o imprimatur deles ao cânon hebraico e, conseqüen­temente, ao cânon protestante.

    5 - A Igreja grega, não concorda com a ICAR: Na igreja grega houve sempre dúvida na aceitação dos apócrifos, mas, no Concílio de Trulano, em 692, foram todos aceitos (quatorze). Ainda assim, como sempre houve reservas quanto à plena aceitação de muitos deles, a igreja grega, em 1672, acabou reduzindo para quatro o número dos apócrifos aceitos: Sabedoria, Eclesiástico, Tobias e Judite (ela já aceitou mais do que a ICAR e hj aceita menos, não há a tal concordancia que vc quer mostrar).

    4 - A verdade é que estas igrejas estão erradas. O fato de que elas adotam estes livros não torna estes livros inspirados.

    Da mesma forma, a Reforma protestante que veio depois destas igrejas recobrou doutrinas que estas igrejas haviam esquecido e soterrado, como a doutrina da justificação pela fé. Estas igrejas estão cheias de heresias e doutrinas de homens – inclusive a adoção destes livros para justificar estes erros.

    Deus usou os Reformadores para trazer a verdade de volta para a igreja cristã.

    Prefiro ficar com a companhia dos judeus de Jesus, dos apóstolos, e dos principais pais da Igreja dos primeiros séculos, do que com a ICAR ou qualquer outra igreja.

    PS: encerrei este assunto. já deu o que tinha que dar. Prestaremos ambos contas a Deus.

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  31. Só para concluir, em O Novo Testamente nós encontramos dezenas de citações aos Deuterocanônicos (apócrifos), eu poderia te dar a lista toda, mas sugiro que você mesmo pesquise, aqui uns poucos para atiçar a curiosidade:

    Mateus 02:16 - decreto de Herodes para matar crianças inocentes foi profetizado em Sabedoria 11:07

    Mateus 07:12 - regra de ouro de Jesus: "fazer aos outros" é o inverso de Tobias 4:15 - "Não faça para ninguém aquilo que você não gosta que façam para você".

    Mateus 7:16,20 - a declaração de Jesus "os conhecereis pelos seus frutos" segue Eclesiástico 27:6 - o fruto revela o cultivo.

    Mateus 09:36 - as pessoas eram "como ovelhas sem pastor" é o mesmo que Judite 11:19 - ovelhas sem pastor.

    Eu contei pelo menos 100 citações, no futuro farei um artigo com todas as citações que puder encontrar, fica claro pra qualquer um, que Jesus era um leitor assíduo dos livros hoje chamados Deuterocanônicos.

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  32. Só para aguçar a sua curiosidade:

    1 – Sabedoria 11.7 não contém profecia sobre a matança das crianças por Herodes; talvez vc tenha tirado isto de algum site católico e não conferiu o texto.
    Leia do capítulo 10.15 até o 11.7 e vc verá que este texto, pelo contexto, claramente está falando da saída do povo de Israel do Egito e do decreto de faraó para que os primogênitos fossem mortos, nada diz de Herodes e as criancinhas. É interessante que ao falar da matança de inocentes por Herodes, Mateus se refira a a Jeremias 31.15 e não a Sabedoria, que certamente não considerava como canônico.

    2 – A referencia correta segundo minha edição da Bíblia católica é Tobias 4.16, e não 15. Vc disse bem quando disse que Jesus ensina o inverso de Tobias; não há neste texto nenhuma referencia a Tobias, nem mesmo uma citação. O que Jesus faz aqui na sua Regra de Ouro, é discordar de Hilel (60 a.C a 9, a ele são atribuídos diversos ensinos da Mishná e do Talmud), rabino que fundou uma escola (Beit Hilel) para ensinar os mestres judeus. Ele é autor da frase, conhecida como a Regra de Ouro do judaísmo: "Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti. Essa é toda a Torá, o resto é a comentário; agora ide e aprendei".
    Se vc atentar bem, verá que Jesus faz referencia a Hilel e seus discípulos que resumiam a Lei de forma negativa; Jesus discorda deles e resume a Lei positivamente.

    3 – na minha Bíblia é Eclesiástico 27.7: este texto fala da palavra como o fruto do coração do homem, nada a ver com o texto de Jesus que fala de obras, não palavras. Jesus aqui não faz nenhuma citação de Eclesiástico, nem mesmo uma leve menção a ele.

    4 – a referencia de Judite, não achei, mas confiando em vc que ela usa a expressão “ovelhas sem pastor”, respondo que Judite retirou esta expressão de Números 27.17: “(...) como ovelhas que não tem pastor”. Jesus não faz nenhuma referencia a Judite, e sim usou uma expressão do livro de Números.

    Usando o método que vc usa, de procurar pequenas semelhanças em pensamentos, eu poderia dizer que Jesus citou Buda, Confúcio, Maomé e até o jornal de hoje de manhã.

    Mostre uma CITAÇÃO DE UM TEXTO APÓCRIFO como Escritura, algo como: "A Escritura diz..." seguida de uma citação de um texto apócrifo (vc é inteligente, não faça de conta que não sabe o que é citação) – mas não precisa nem procurar pq como diria o padre Quevedo “Isso non ecsiste”.

    PS: Quanto aos outros pontos que já discutimos acima, eu não discutirei mais, esgotamos o assunto, mas este das citações, ainda está divertido, se eu fosse vc não ia querer entrar nessa, mas pode mandar quantas vc quiser que vou ter um enorme prazer em mostrar as falácias destas supostas referencias.

    PS2: vc disse que é claro que Jesus lia os apócrifos; mas não ficou claro pra mim não. Se Jesus os conhecia? Creio que sim, tanto ele quanto os apóstolos. Por isso é realmente impressionante não os terem citado como Escrituras canônicas nem uma única vez; nem discordarem do canon hebraico. Não os citaram pq os conheciam, mas não os reconheciam.

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  33. Reverendo Maurício:

    Não consegue ver a profecia nestas palavras?

    7 como castigo pelo decreto infanticida, tu lhes deste inesperadamente água abundante.

    14 Pois aquele que outrora fora rejeitado, exposto e desprezado com zombarias, no fim dos acontecimentos foi admirado por eles, quando estavam sofrendo uma sede diferente da sede dos justos.


    Seu anticatolicismo o cega, assim como os fariseus não conseguiam reconhecer em Jesus o Messias de Deus, assim como Pilatos não reconheceu a verdade quando estava exatamente diante da própria Verdade.

    Quanto mais eu me aprofundo no estudo das Sagradas Escrituras, da História da Igreja, das outras Tradições Cristãs, mais eu me sinto confiante e parte desta Igreja que é Apostólica, Católica, Ortodoxa, Copta, Siríaca, Etíope, mais eu sinto alegria por Deus ter tido misericórdia em permitir que eu enxergasse além do protestantismo.

    A fé também é dom de Deus, se Ele não te concedeu essa graça, quem sou eu pra te fazer enxergar?

    Encerro aqui, definitivamente, meu debate com você.

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  34. Não existe profecia nenhuma aí.

    texto fora do contexto é pretexto.

    Sabedoria 10 fala do papel da sabedoria de Adão até José no Egito, e descreve a opressão de Isarel no Egito e sua libertação, contando como Deus puniu aqueles que mataram as crianças hebreias afogando-os no mar: "Fê-los atravessar o Mar Vermelho, e deu-lhes passagem através da massa das águas, ao passo que engoliu seus inimigos..." E "em punição do decreto que condenava crianças à morte, vós lhes destes, de maneira inesperada, água em abundância", ou seja, sabedoria diz que os egipcios foram afogados no mar de forma inesperada com água abundante como punição pelo decreto infanticida. Não há nada sobre o futuro aqui, só uma descrição do passado. o verso 14 que vc cita diz que os egipcios ficaram admirados daquele povo que antes zombavam, quando foram afogados no mar.

    PS: sua igreja não é Apostólica, Católica, Ortodoxa, Copta, Siríaca, Etíope, pois a ICAR diz claramente que fora da ICAR não há salvação.

    nós protestantes, no entanto, cremos que fora de Cristo não há salvação.

    encerro tbm.

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  35. Dssiste Alexandre.
    No final o Rev disse tudo:

    A ICAR diz claramente que fora da ICAR não há salvação.

    nós protestantes, no entanto, cremos que fora de Cristo não há salvação.

    Depois desta .....Já era.

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  36. Vixii, não dá para ler as discussões todas.Isso é só papo furado ! Ícaro.

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  37. Parabéns irmão maurício, que Deus continue te dando sabedoria. devemos nos guiar pela bíblia e não pelos homens que falham. APaz do Senhor!

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  38. ALEXANDRE E MAURICIO,

    PQ NENHUMA DAS SUAS IGREJAS GUARDA TODA A BIBLIA? A questão não é quantos livros tem essa ou aquela biblia(apesar de crer que inspirados sejam 66), mas como explicam que não guardam TUDO o que a biblia diz? não esqueçam que a biblia mesmo se auto explica desde que se estude o mesmo assunto dentro do contexto e em varios livros da biblia.

    um abraço em Cristo,

    Denis.

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    1. Denis, olá.
      gostaria que vc desse um exemplo de em que vc entende que não guardamos a Bíblia. Ficaria mais fácil responder.
      mas, de um modo geral, com relação aos reformados, quero dizer que temos o desejo sincero e nos esforçamos para guardar tudo o que cremos que ela ensina. Nossa deficiencia em algum ponto pode vir de:
      1 - de algum erro de interpretação;
      2 - do fato do pecado que ainda resta em nós e que, como diz Paulo, o bem que eu quero eu não faço, mais o mal está sempre diante de mim.
      ab.

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    2. Boa tarde Mauricio,
      Que a paz de Deus esteja com você.
      Quando digo que não guardam TODA a Biblia, não quis generalizar, desculpe se me expressei mal, mas a maioria de nós cristãos reformados não guardam os 10 mandamentos, nem as Leis quanto a alimentação e defendemos teorias própias ou como você mesmo disse citando o Apóstolo Paulo.

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  39. ok Denis,
    Concordo com vc quanto aos 10 mandamentos.
    nem são mais estudados na igreja, nem mencionados. Acho que posso contar nos dedos os que sabem de cor. Isso é uma infelicidade e um pecado...

    quanto às leis sobre alimentos, faziam parte da lei cerimonial cumprida em Cristo.
    O próprio Deus, na visão que deu a Pedro (do lençol), disse que havia purificado o que antes era impuro e Paulo não mostra a menor preocupação em ensinar os gentios a guardar estas coisas.

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    1. Caro Mauricio,
      o Própio Cristo diz que não veio abolir a Lei e sim cumpri-la e quanto a visão de Pedro se refere unica e exclusivamente a pregação aos gentios(no caso nós), povo não judeu, o que era inaceitavel na época, mas creio que saibas disso, quanto a Paulo, se ele não achasse importante essas coisas ele mesmo não as guardaria.
      Fique com Deus,

      Denis.

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    2. É estranho os católicos acusarem os protestantes de ''mutilar'' a Bíblia pois a Igreja Católica disse que a terra era quadrada e ainda fizeram varios massacres,será que isso também ta na Bíblia?Pelo que eu lembre isso não esta na Bíblia!É só abrir um livro de história da idade média e ver que não estou mentindo.Os livros apócrifos tiram a total harmonia da Bíblia.

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  40. Gostei muto do blog,admiro o conhecimento do Maurício nas respostas ao Alexandre,ms respondo ao anonimo ai de cima(provavelmente Adventista, mas nada contra só esclarecendo) em Gálatas 2 no ultimo versículo Paulo diz:"se a salvação vem por obras ,então Cristo morreu em vão".sevem pela lei ,não vem pela Fé ,e nem por CRISTO.E a Bíblia diz"PELA GRAÇA DE DEUS SOIS SALVOS MEDIANTE A FÉ ,NÃO VEM DE VOS É DOM DE DEUS"EFÉSIOS 2.8-9

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    1. Mauricio, você tem algum email em que eu possa tirar algumas duvidas sobre o texto?

      abraços
      nEle

      juliano

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    2. Oi Juliano, desculpe a demora, muitos compromissos e deixei o blog meio abandonado.

      meu e-mail é:
      mauricio@ipb.org.br

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  41. para todos os católicos digo JESUS TE AMA, e leiam APOCALIPCE 17 (A VISÃO DA GRANDE PROSTITUTA),saibam qual a cidade das 7 colinas,e que governava o mundo na epoca do imperio romano era ROMA,prostitução =idlatria para DEUS,e o sangue dos martires nem presiso falar .
    JESUS disse:"conhecereis a verdade e averdade vos libertara "

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  42. MUITO LEGAL A PAGINA SOBRE OS APÓCRIFOS,E GOSTEI MUITO DAS RESPOSTAS DO MAURÍCIO AO ALEXANDRE,MAS DIGO AO AMIGO AI DE CIMA(O ANÔNIMO,PROVAVELMENTE ADVENTISTA) ,PALAVRAS DE PAULO QUE E SÓ RACIOCINAR QUE QUALQUER UM CONCORDA,
    GÁLATAS 2 NO ULTIMO VERSÍCULO DIZ:" SE A SALVAÇÃO VEM POR MEIO DE OBRAS CRISTO MORREU EM VÃO"

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  43. a todos os católicos digo as palavras de JESUS:"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara"leiam Apocalipse 17 e tirem suas comclusões

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  44. Ha verdade que esses livros apocrifos como o nome ja diz oculto ou seja ocultismo, esses tais livros nao sao sagrados, e o maio fato disso tudo que nem mesmo jesus anuncia esses tais livros, mas sim os dos profetas em toda em sua pragacao na sua epoca crista, e sabemos que qualquer outro acresmo nas escrituras sagrads e anatema e o pior todo aquele que acrescenta algo nas escrituras tem sua parte tirada. Uma coisa e certa que esta no apocalipse que a grande protista que o nosso senhorse refere aquela que esta assentada sobre os sete montes e es que vem o anti cristo. E a unica que esta esta assentada nesses montes e a postlica romana. Entao te digo va voce msmo e pesquise sobre isso e vesra a verdade. Pois te digo tem que ler mas a palavra
    que sao os 66 livros que a verdade

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  45. muito bom o assunto, eu cresci como católica, não julgo nem fico apontando, porem, por mim mesma deixei de ser católica. nunca entendi a grande discurssao, da adoração de imagem, entao fui lê a Biblia, e o que mais tem, é que Deus não gosta disso... Então me sair de vez, porem eu so tinha uma Biblia católica, e sabia que haviam livros a mais so nao sabia quais... me ajudou bastante, não digo que não vou lê esses livros, sim vou lê, mas com outros olhos... Muito Obrigado pelos esclarecimentos... :)

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    1. Anônima,

      que bom que o estudo foi útil para vc.

      pode sim ler estes livros, a Igreja Primitiva sempre os considerou (pelo menos alguns deles como 1Macabeus) livros úteis para os cristãos, mas que não deveriam ser considerados canônicos.

      ab.

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  46. Parabens, me ajudou muito, o assunto abordado. e principalmente
    o debate entre voces, colocou outras evidencias, para esclarecer mais ainda...:)

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  47. LUIS FERNANDO
    ASS.DE DEUS-MIRACEMA-RJ

    EU AGRADEÇO A DEUS, POR ME ALERTAR SOBRE A FALTA DE CONHECIMENTO E INFORMAÇÃO QUE ESTA NO MEIO ONDE VIVO!! LOUVO A DEUS POR ENCONTRAR ESSE BLOG, DESEJO QUE SEU CONHECIMENTO MAURICIO SEJA AMENTADO 7 VEZES MAIS, PARA QUE POSSA SER UM INSTRUMENTO NAS MÃOS TALENTOSAS DO NOSSO SENHOR!!! PAZ DE CRISTO, OBRIGADO!!

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    1. Luiz Fernando,
      obrigado pelo incentivo,
      fico feliz em poder servir aos meus irmãos
      Graça e Paz.

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  48. vcs ai discutindo quem ta certo quem ta errado e O SENHOR DEUS??/ aode ta nessa briga toda?? a biblia faala que DEUS é único juiz''justo então se religião A ou B ta certa ou errada,se foi a primeira e a ultima so saberemos na vinda JESUS e no julgamento final...vii ai estoriadores pastores sei la mais oq....discutindo teses incapeses de chegarem ao ponto final...sabem pq?? pq nem um de nos estavamos lá e ai vai aregra daquela brincadeirinha da escla cochixa no ouvido de um e repasa pra os demais e vê no chegou de volta!!!! amados DEUS nos deixou o livre arbritio para q escolhesse mos o caminho q ''achamos q seja o correto'',se soubesse mos todos estaria mos em um só templo de adoração.... a religião seja ela qual for é como vc querer pão por exemplo:se tenho vontade de comer pão e matar minha fome tenho q ir a padaria certo? então vou a padaria q eu escolher,e achar que for a melhor delas pra minha vontade de comer pão... a religião é assim!!!! um caminho que cada um escolhemos por achar que é o caminho mas facil de se chegar ao ceu.... A biblia diz assim NEM TODO AQUELE ME DZ SENHOR,SENHOR ENTRARÁ NO REINO DO CEUS MAS NÃO DIZ FULANO DE IGREJA A ou B não entrara pq escolheu a igreja errada.... JESUS DISSE EU SOU O CAMINHO A VERDADE E VIDA,NINGUEM VEM AO PAI A NÃO SER POR MIM.... vejão bem ele falou dele e não de igrejas''religião'' em si.... se toquem e vão viver vossas vidas como vcs desejarem.... ou vcs virama DEUS??? AMO MEU SENHOR SOU EVANGELICA NÃO FANITA PQ ABIBLIA DIZ QUE OS FANTICOS NÃO HERDARAM O REINO DE DEUS!!!!1 se eu tiver errada que DEUS me julgue,mas devo acreditar.olhem bem devo acreditar que não somos sabios o suficiente pra enterder o certo ou oerrado mas satanas falou que iria dividir tudo e todos e parece que ele ta é conseguindo..... a final há que tens se prostado??AMEM AO TEU PROXIMO COMO A TI MESMO!!!!

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    1. cara, vc é tão chato que nem consegui ler seu comentário todo.

      o que é discutido nesse artigo é fundamental: Quais livros compõem a Palavra de Deus. Sem isso, a Bíblia, não poderemos conhecer nada sobre Deus.

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